22.2.10

Micarla deu um “ELE” na cultura potiguar?

Tullio Andrade


A primeira vez que ouvi a expressão “dar um ele” foi quando um amigo meu falou que estava enganando a sua namorada... Agora pensando nas últimas efervescências do meio cultural potiguar – desde que a nossa prefeita Mimada de Sousa (ôps!,) Micarla de Sousa ,decidiu, em cima da hora, acabar com o ENE (Encontro Natalense de Escritores) sem motivo, até agora, realmente convincente – percebi que o que ela fez com os artista foi exatamente o mesmo... Literalmente Micarla deu um “ELE” na cultura local.

As promessas dela eram de que o cancelamento do evento em novembro do ano passado era porque iria investir para montar um evento ainda maior e melhor, que seria realizado agora em março. Março já tá aí... Então pergunto: E aí?! Até agora a única coisa que vemos é uma briga na qual um aponta o dedo para o outro querendo achar culpados para as lambanças na FUNCARTE. E enquanto isso o tempo vai passando... Assim, a única conclusão que podemos tirar é que alguém mentiu nessa história de realizar o Encontro Lusófono de Escritores (ELE) em março; pois se realmente a idéia era um evento grande, com participação até de escritores estrangeiros (como foi boatado por aí), creio que a essa altura já era para se ter a programação toda fechada e os convidados avisados... Mas ao que me parece não existe nada disso. (se eu estiver enganado, desconsiderem esse desabafo e perdoem minha desinformação).

Em carta aberta à população, na qual informa seu pedido de exoneração, Cláudia Magalhães, Ex-Coordenadora Geral do encontro de escritores afirmou que a essa altura ela ainda não foi contatada para falar nada sobre a organização do novo encontro. Ei, alguém precisa avisar a essa prefeitura que o mês de março é daqui a poucos dias. Como é que eles vão conseguir organizar algum evento bem feito com esse tempo exíguo... Já vi até o presidente da FUNCARTE falar que vai ficar pra abril ou maio. Bom, me dêem licença, mas se era para fazer um evento “nas coxas” a toque de caixa era melhor ter deixado o encontro ter se realizado em novembro mesmo; pois já estava tudo certo, bem montado, bem estruturado (fruto de um trabalho sério e profissional da Ex- Coordenadora); e se pensar numa reestruturação para a edição seguinte. É por isso que continuo acreditando que esse cancelamento não passou de pura birra política.

Não defendo posicionamento político algum. Sinceramente não me importo se é Carlos Eduardo ou Micarla de Sousa que está no comando; o que me importa é o compromisso que qualquer um deles é obrigado a ter para com a cultura potiguar. E é impossível ficar inerte frente a atitudes como essa. Enquanto Micarla não deixar essa mania de querer “desfazer” o que outras gestões fizeram; ou de querer sempre apontar culpados fora da sua administração para os problemas de agora; quem vai sempre sair perdendo é a população. Será que esse é o modelo de política arcaico que ela deve ter aprendido de berço, no qual o interesse coletivo é menos importante do que ter seu nome em placas e eventos, enquanto se apazigua os ânimos do povo com sorteios de dinheiro diariamente no seu canal de tv!? Sinceramente espero que não.

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