O que és...
És tempestade e bonança...
És mulher e és criança...
És água e combustão...
És leite e aguardente...
És névoa de repente...
És letra e canção...
És fogo e vendaval...
És doce e também sal...
És mel e manjericão...
És teatro e poesia...
És noite e és dia...
És alegria e solidão...
Logos
Palavras...nada mais que palavras...
Verbos, versos, venenos
Destilados em barris de carvalho
(os melhores versos estão nos menores frascos?)
É com palavras que matamos o amor
(Ou alguém)
Palavras-cicuta
Palavras-punhal
Palavras calibre 38
Bem no meio da testa...
Não quero mais
Estourei minh´alma nos corais
Queria o mar, não quero mais...
Beijos de sal em alto mar
Queria velas pra navegar
Paixões pagãs no areal
Queria o bem, queria o mal
Beber o mar em aguardente
Queria mais, tão de repente
Estourei minha vida lá no cais
Queria viver, não quero mais...
Velas ao mar
Vida demais...
Poesia de menos...
Longe do cais...
Barco sem remos...
Eu, o mar à frente, o sol poente
E o açoite do vento em meus cabelos
Eu, o amor demente, quarto crescente
E a noite a tanger meus pesadelos
Poesia demais...
Vida de menos...
Versos? Nunca mais...
Velas? Não as temos...
Mar e terra
Se o mar não me engole por inteiro
Se meus pulmões não se enchem mais de sal
Se meu coração não quer mais o estaleiro
Que fique eu – inerte – cá no areal
Se as ondas me devolvem já à areia
Se não arrebento minh´alma lá nas rochas
Se o mar será minha frugal última ceia
Que eu vele o oceano como tochas
Se os arrecifes não mais me dilaceram
Se Iemanjá não quer mais como amante
Se em vão agora meus olhos tanto esperam
Que por terra eu fique e vá adiante
Cefas Carvalho
És tempestade e bonança...
És mulher e és criança...
És água e combustão...
És leite e aguardente...
És névoa de repente...
És letra e canção...
És fogo e vendaval...
És doce e também sal...
És mel e manjericão...
És teatro e poesia...
És noite e és dia...
És alegria e solidão...
Logos
Cefas Carvalho
Palavras...nada mais que palavras...
Verbos, versos, venenos
Destilados em barris de carvalho
(os melhores versos estão nos menores frascos?)
É com palavras que matamos o amor
(Ou alguém)
Palavras-cicuta
Palavras-punhal
Palavras calibre 38
Bem no meio da testa...
Não quero mais
Cefas Carvalho
Estourei minh´alma nos corais
Queria o mar, não quero mais...
Beijos de sal em alto mar
Queria velas pra navegar
Paixões pagãs no areal
Queria o bem, queria o mal
Beber o mar em aguardente
Queria mais, tão de repente
Estourei minha vida lá no cais
Queria viver, não quero mais...
Velas ao mar
Cefas Carvalho
Vida demais...
Poesia de menos...
Longe do cais...
Barco sem remos...
Eu, o mar à frente, o sol poente
E o açoite do vento em meus cabelos
Eu, o amor demente, quarto crescente
E a noite a tanger meus pesadelos
Poesia demais...
Vida de menos...
Versos? Nunca mais...
Velas? Não as temos...
Mar e terra
Cefas Carvalho
Se o mar não me engole por inteiro
Se meus pulmões não se enchem mais de sal
Se meu coração não quer mais o estaleiro
Que fique eu – inerte – cá no areal
Se as ondas me devolvem já à areia
Se não arrebento minh´alma lá nas rochas
Se o mar será minha frugal última ceia
Que eu vele o oceano como tochas
Se os arrecifes não mais me dilaceram
Se Iemanjá não quer mais como amante
Se em vão agora meus olhos tanto esperam
Que por terra eu fique e vá adiante
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